Quinta-feira, Julho 13, 2006
!
Sexta-feira, Junho 09, 2006
.
Quarta-feira, Junho 07, 2006
Untermenschen
Terça-feira, Maio 23, 2006
Descodificando o "Código Carrilho"
Devo confessar que não gosto de Manuel Maria Carrilho. Comecei por não gostar dele por causa do penteado e, com o passar do tempo, comecei a não gostar dele por muito mais coisas. A sua campanha eleitoral foi o golpe fatal nos resquícios de consideração que tinha ainda por ele. Bem sei que começo por ser preconceituoso pois um penteado não deveria ser motivo para se gostar ou não de alguém mas, debaixo desta capa de lucidez e imparcialidade (coisa que sempre detestei, a última) sou apenas humano, às vezes em demasia. De qualquer forma, o tempo veio a dar razão à minha primeira impressão.
Mas porque é do debate de ontem que estou a tentar escrever, vamos então ao que interessa.
Segundo Carrilho, este livro foca essencialmente o papel manipulador da Comunicação Social com enfoque específico no referente às campanhas eleitorais. O filósofo discorre nele acerca da conspiração de que considera ter sido alvo, aponta o dedo à SIC e às agências de comunicação, fala sobre interesses obscuros de notáveis ligados à construção na capital.
Mas afinal de que fala Carrilho?
Carrilho atribui a derrota eleitoral sofrida por época das eleições para a CML ao comportamento dos “media”. Para ele, o principal factor da sua derrota foi a manipulação de imagens, entrevistas, etc. a que as suas intervenções foram sujeitas.
É farto em exemplos centrando-se no célebre episódio do aperto de mão (ou não) ao seu adversário Carmona Rodrigues.
Segundo a sua opinião, foi “apanhado pelas costas” pois considera que o que foi demonstrado se tratava já do domínio privado uma vez que teria finalizado o debate. Diz Carrilho que não compreende o aparecimento de uma câmara dentro do estúdio, que sim, que a presença de jornalistas à saída é perfeitamente aceitável mas que a câmara, meu deus, a câmara, isso é que não! Câmaras pelas costas? Como vimos, a última câmara que Carrilho viu pelas costas foi a de Lisboa (não resisti…) e talvez não por este motivo.
Segundo o ex-candidato a imagem do (não) cumprimento foi repetida até à exaustão pelo circuito televisivo e restantes órgãos de comunicação em detrimento do restante debate – o que é verdade: as imagens do (não) cumprimento tiveram uma audiência de cerca de 80% ao passo que o debate teve apenas 23%, mais coisa menos coisa, de audiência – o que se configura numa exploração de apenas parte de todo o processo em benefício da candidatura adversária.
Esta constatação leva-nos a uma reflexão de extrema importância acerca de qual o verdadeiro papel da Comunicação Social na obtenção e “fabrico” de opinião.
Ainda segundo o deputado do PS, terá sido ele próprio contactado por uma empresa de comunicação, uma agência, que pelas palavras de Carrilho, lhe terá oferecido um serviço de “compra de opinião”, serviço esse que terá recusado. Aparentemente, essa agência terá ido então trabalhar na campanha de Carmona Rodrigues o que lhe valeu o epíteto de “mercenária”, graça dada por Carrilho.
Sabemos da existência dessas actividades e sabemos que existe, na prática, todo um trabalho de marketing, de fabrico de opinião, de lobbying mas ontem ficamos a saber também que estas agências, segundo o ex-candidato, compram também jornalistas.
Isto configura essa actividade de uma forma completamente diferente e retira-lhe, compreensivelmente, muita da dignidade já de si relativa.
Carrilho vai mais longe e afirma, apontando o dedo a Ricardo Costa, que este se “ajoelhou” completamente aos interesses destes, interesses promovidos por hábeis figuras “pardas” da capital, essencialmente ligadas à indústria da construção civil.
Ou Carrilho delira numa teoria da conspiração ou então…
Ricardo Costa defendeu-se como bem sabe e não deu ponto sem nó desvalorizando toda a actividade de campanha que, a seu ver, não foi conduzida de forma apropriada quer pelo staff de Carrilho, quer pelo candidato, apontando uma série de contradições no discurso deste último.
A sua actuação foi coroada pela análise ao livro que Carrilho terá escrito no qual este não se coíbe de fazer as alterações que quer aos discursos previamente registados em debates, entrevistas, etc., alterações propositadas e de “lavagem” quer pela alteração pura e simples de frases, pela omissão de nomes, quer pelo aumento de frases que não surgiam na forma original.
Apelidando esta forma de ver as coisas de Carrilho de “estalinista”, Ricardo Costa deu-se por satisfeito e recolheu-se. Note-se, por favor, que esta não é uma sucessão cronológica das coisas, estas intervenções foram ocorrendo ao sabor do debate. A minha habilidade é que não dá para mais.[Sic OnLine]
Já se disse quase tudo sobre o livro de Manuel Maria Carrilho, "Sob o signo da verdade". A teoria da cabala perpassa em todo o livro, juntando questões que merecem discussão com absolutas distorções. O caso do "não aperto de mão" é exemplar. Por ter sido um dos organizadores do debate, por ter feito a coordenação na régie e por ter tomado a decisão de colocar no ar o aperto de mão "falhado", cumpre-me explicar o seguinte: Há muitos anos que os debates televisivos são seguidos por equipas de reportagem nos períodos que os antecedem e no pós-debate. No dia do debate de Lisboa, Carrilho e Carmona forma recebidos por muitos jornalistas, da SIC, da TSF e de outros órgãos de comunicação social que estavam, exactamente, a acompanhar os dois candidatos num dia crucial. Os candidatos falaram com os jornalistas, sem qualquer problema, antes do debate e até ao momento em que as portas do estúdio se fecharam. Assim que o debate acabou, as portas do estúdio voltaram a abrir-se, para que os jornalistas e fotógrafos entrassem. Foi perante esses jornalistas que Carrilho decidiu não apertar a mão da Carmona. A SIC percebeu, de imediato, que essas imagens podiam marcar a campanha mas entendeu que era impossível não as divulgar: foram captadas de forma legítima por uma equipa de reportagem à frente dos dois candidatos e com muitas testemunhas (ainda as imagens não tinham sido emitidas). Mal saiu do estúdio, Carrilho foi confrontado pelos jornalistas sobre o facto de não ter cumprimentado Carmona. Não é verdade que Manuel Maria Carrilho me tenha tentado contactar nessa noite ou no dia seguinte. A seguir ao debate falei várias vezes com o seu director de campanha e nunca foi levantada a questão da "legitimidade" das imagens e da sua utilização.Estes são os factos. A interpretação de Manuel Maria Carrilho não é, de todo, verdadeira.
Ricardo Costa
Ora Emídio Rangel esteve por ali e ainda não compreendi bem a fazer o quê.
O homem pautou o seu discurso pela constante afirmação de que estava lá para não se circunscrever à apreciação do livro mas também para denunciar o mau jornalismo que se pratica. Já vem tarde.
E disse alguma coisa: falou da importância que as referidas agências têm nesse mau jornalismo – fornecem cerca de 80% das notícias - e da responsabilidade das redacções que diminuem o número de jornalistas, apontou o dedo a Ricardo Costa falando de uma suposta conspiração de que este estaria a par, denunciou as dezenas de jornalistas pagos por empresas participadas pelo Estado e que ninguém sabe o que lá andam a fazer.
Este último ponto, interessante, ficou no ar.
Como tudo o resto…
José Pacheco Pereira pautou a sua intervenção pela análise ao livro – propriamente dita – e foi, na verdadeira acepção da palavra, a “estrela” da noite.
Como é próprio em José Pacheco Pereira, moveu-se habilmente brandindo a única arma que trouxe para o “debate”, a objectividade.
Tendo assente que tinha aceite o convite para “uma espécie de circo” por que não tem grande estima e que, embora o possa confrontar, admira Carrilho pela sua actividade académica e intelectual, abriu as hostilidades com uma premissa bastante importante para a discussão: tinha, realmente, lido o livro.
E foi por ler o livro que começou por apontar uma leitura diferente, a de que o livro se trata na realidade de uma exposição a teorias conspirativas de “interesses obscuros” sem, no entanto, os nomear preto no branco. Um processo de intenções, portanto.
Estou de acordo com Pacheco Pereira. Há que tratar os bois pelos nomes quando se revela ao mundo semelhante conspiração contra quem quer que seja.
Mas Carrilho não o fez. Nem no livro, nem no debate onde se limitou a fazer o que tinha feito até aí: arengar. Nem mais.
José Pacheco Pereira frisou ainda a espécie de suicídio que Carrilho cometeu ao tentar “ser popular”, coisa que, segundo Pacheco Pereira, não se coaduna com o seu estatuto intelectual. Foi por aí que Carrilho perdeu, na sua opinião.
O que José Pacheco Pereira disse foi mais ou menos isto: “Pessoas como tu e como eu, intelectuais de carreira, académicos, filósofos, não fomos feitos para andar em feiras nem com meninos ao colo e muito menos para darmos o dito pelo não dito como tu fizeste com o tal (não) cumprimento que deixou de o ser dias depois, frente às câmaras e sorridente. Foi pior a emenda que o soneto e deixaram de confiar em ti”.
E foi. É que, ainda segundo este convidado, há que distinguir popularidade de notoriedade e foi isso que Carrilho não fez. Que era notável, era. Que não era popular, isso não e os resultados eleitorais provaram-no.
Houve uma muito grande confusão no cérebro de Carrilho quando pensou que a vida pública permite “momentos de privacidade” – no caso, dentro de um estúdio.
Carrilho pensava que frente às câmaras poderia sorrir, sorrir sempre e que, mal a luzinha vermelha apagasse, pudesse ser outro, não se lembrando que há câmaras que não trazem luzinhas.
Nós sabemos que é assim, na realidade. Mas este foi apanhado.
Também pensou que se podem “mandar umas bocas” num livro sem colocar pontos nos is e chamar os bois pelos nomes, mandando para o ar uma teoria de conspiração mal explicada. Até pode ter razão – e nós sabemos que, pelo menos em parte, a tem – mas cabe-lhe mostrar isso mesmo.
E, no fim, pensou que poderia acusar um jornalista como Ricardo Costa sem mais nem porquê sem que este, no intervalo do programa, fizesse uma ou duas chamadas telefónicas. Ficou mal, muito mal.
Na posse de tanta informação explosiva – ele e Emídio Rangel – que se configura em crime, onde estão as queixas às instâncias de investigação apropriadas? E estas não irão fazer perguntas a Carrilho?
E até que ponto esta conspiração jornalístico/empresarial poderá ser provada sem recurso a averiguações ao mais alto nível? É que, a existir, tal deverá assumir proporções épicas…
Para já, o único processo em curso é o que a agência de comunicação lhe moveu com o desafio explícito de levantamento de imunidade parlamentar, ao que não respondeu.
É por estas e por outras que prefiro chamar ao livro “O Código Carrilho”.
Agora, basta-nos esperar pelo filme. Esperemos bons actores, ao menos… melhores que Carrilho. Quinta-feira, Maio 18, 2006
Deputices
Agora o PS quer ter revistas as condições da suspensão de mandato dos deputados.
Segundo estes, o objectivo de tal revisão é o de “credibilizar a imagem do Parlamento e acabar com um conceito discricionário que hoje permite demasiada rotatividade dos deputados”, palavra de Ana Catarina Mendes, segunda na bancada socialista.
Esta revisão implica a eliminação (ou rectificação) da alínea d) do artigo 5º do estatuto dos Deputados – como eu gosto de dizer estas coisas! – e tem desde logo a oposição do PCP, BE, PP e Verdes, estando o PSD como o tolo a meio da ponte – que é, de resto, o papel a cumprir nesta “travessia do deserto - por diversas e variadas razões.
A opinião do PSD é que está tudo muito bem mas se “a ideia é branquear a falta de quórum estamos contra”… como se não o soubessem e como se realmente não estivessem de acordo. Segundo Paulo Rangel da comissão de assuntos constitucionais, esta proposta é uma “deriva populista e demagógica” e poderá ser inconstitucional.
Constitucionalidades aparte, o que é que não é, na arte política nacional, uma deriva populista e demagógica? Adiante.
António Filipe do PCP e Luís Fazenda do BE parecem estar de acordo em considerar que o problema é uma falsa questão e que esta medida impediria a rotatividade, arma parlamentar muito eficaz especialmente nos pequenos partidos. Luís Fazenda vai mais longe e diz que a medida, a ser aprovada, afastaria os jovens do Parlamento fachando as portas à conclusão da vida académica e coarctando a carreira profissional.
Perceberam? Eu também não.
António Filipe acrescenta que tal medida poderá ser inconstitucional pois a matéria de substituição de deputados deve ser do foro do Estatuto do Deputado e tratado em sede própria. Para obter a validação como lei orgânica teria ainda de ser aprovada com maioria absoluta.
Vitalino Canas, do PS diz por sua vez que a Constituição determina que a forma de substituição dos deputados deve constar na lei eleitoral.
Perguntamos nós o porquê de tanto sururu?
Sabemos que qualquer trabalhador terá, no mínimo, que justificar faltas ao trabalho e estamos bem ao corrente das implicações que a falta de tal justificação acarretam ao seu futuro como colaborador de determinada empresa.
Ao que parece, para os senhores Deputados, dignos representantes desses mesmos trabalhadores, a situação não é a mesma.
O que a proposta apresenta é simplesmente o seguinte:
A suspensão do mandato de Deputado restringir-se-ia a 3 casos
- Doença prolongada (de 30 a 180 dias)
- Maternidade e paternidade
- Seguimento de processo judicial em curso.
É demais? É exagero? Não sei.
O que sei é que casos existentes deixariam de fazer sentido. Como o de Santana Lopes, do PSD, que está suspenso sem qualquer tipo de comunicação ou justificação; o de Marco António Costa, do PSD, vice-presidente da Câmara de Gaia que justifica a sua suspensão pela não remuneração do cargo autárquico (para o efeito passou a vereador a tempo parcial), embora por princípio após os 6 meses a que tem direito devesse reatar funções na Assembleia da República; o de Jorge Moreira da Silva, ainda do PSD, que exerce funções na Casa da Presidência e que, à semelhança de Marco António Costa, tem compatibilidade assegurada pela actual estado de coisas; Fernando Rosas, do BE, actualmente a dirigir um Mestrado no Brasil mas do qual a Assembleia não tem conhecimento e cuja rotação do lugar é feita à semelhança do seu colega de bancada João Teixeira Lopes; o de José Manuel Seguro a fazer um Mestrado em relações Internacionais na Lusíada e que declara assim uma suspensão por Desenvolvimento de Carreira Académica.
Note-se que neste momento os deputados de Castelo Branco são já inexistentes: 1 é Primeiro-ministro, outro estudante, um outro ainda autarca…
E pergunto: qual o problema da proposta?
É que eu, que pouco ou nada compreendo dos mistérios da organização política acho, muito simplesmente, que os Deputados são trabalhadores como quaisquer outros e devem estar sujeitos a leis que determinem as coisas elementares como os direitos e deveres de empregados e empregadores.
Infelizmente dá-me a impressão que o que eles querem mesmo é a reforma ou a pensão de reintegração, de preferência juntamente com a oferta de uma direcção numa empresa pública qualquer.
Deputados? Venha o Diabo e escolha!
Quarta-feira, Maio 17, 2006
Quem Manda?
O PCC poderia ser uma de muitas coisas. Poderia ser um partido político, uma organização de direitos humanos, um grupo de guerrilha, poderia mesmo ser uma organização terrorista.Descodificando
Código Da Vinci recebido com assobios em Cannes O Festival de Cannes reservou uma gélida recepção ao filme O Código Da Vinci, apresentado terça-feira à noite a cerca de dois mil jornalistas que o receberam em silêncio, com risos e alguns assobios na véspera da projecção oficial. VISAO ONLINE 17 Mai. 2006
O filme, realizado por Ron Howard, reproduz, quase sempre fielmente, a trama do romance do escritor Dan Brown, com 40 milhões de exemplares vendidos, e estreia em Portugal na quinta-feira, 18, rodeado de expectativa. No entanto, a apresentação em Cannes não foi animadora e não mereceu os aplausos dos cerca de dois mil jornalistas que assistiram à projecção.Tom Hanks, que desempenha o papel do professor de semiologia Robert Langdon, revela a Audrey Tautou, que encarna a jovem francesa Sophie Neveu, que é a descendente de Jesus Cristo. Mas esta divulgação, chave tanto do livro como do filme - segundo a história de Dan Brown Jesus e Maria Madalena teriam concebido uma descendência perpetuada até agora que a Igreja católica procurou desesperadamente esconder - foi acolhido com risos, assobios e nenhuns aplausos na sala Debussy do Palácio dos Festivais. O filme será projectado esta quarta-feira na abertura do Festival, numa noite gala onde as reacções são tradicionalmente menos críticas. O livro é condenado pelos representantes católicos do mundo inteiro que apontaram o dedo às «falsas-verdades» contadas.
Já é sobejamente conhecida a trama e os fundamentos da história aí relatada e agora apresentada em filme como são sobejamente conhecidos os contraditórios que deram, por sua vez, origem a uma miríade de livros acerca do assunto, melhor dizendo, do "Código DaVinci" - pois, a bom ver, parece ser o livro e o que lá se diz a fonte de discórdia.Terça-feira, Maio 16, 2006
O Baby-Boom Socrático
As recentes descobertas acerca do país, da segurança social, da falta de natalidade, do avanço da velhice, vêm trazer ao governo – e aos portugueses – a necessidade de incentivar a taxa de procriação.
Quanto a isso, nada de novo. Qualquer país que não queira estagnar no charco miserável das pensões de reforma – porque são miseráveis para a grande parte dos pensionistas, não por outro motivo – deve potenciar o aparecimento de sangue novo, deve impor a necessária rotação de efectivos e recursos com vista a dinamizar a produção, os serviços, enfim, a economia.
Os países que primeiramente pensaram nisso optaram, também eles, por tipos de compensação aos casais que tenham um determinado número de filhos. Caso paradigmático é o francês cujo sistema social de apoio concede às jovens mães uma compensação monetária, uma pensão, um vencimento, que lhe permita criar a criança num ambiente propício e saudável.
O nosso governo optou pela negativa e fez manchete no “Financial Times”.
Sócrates decidiu assim que os casais que consigam dois filhos terão bonificação no regime de pagamento das contribuições o que significa que quem, como eu, tenha um filho só, se veja penalizado nesse pagamento.
O que fazer no meu caso? Ter agora outro filho? Compensará a diferença? Terá este agravamento alguma coisa a ver com justiça social? Vai ser a minha penalização que vai dar a oportunidade a outros de educarem e proporcionarem o bem-estar e conforto a, pelo menos, dois filhos?
O que Sócrates não faz pois não tem hipótese, viabilidade, tomates, é realmente ajudar, apoiar os casais que contribuam assim para o aumento de natalidade do país. Resolve, em vez disso, arranjar a qualquer custo dinheiro para os cofres do estado com uma justificação tão válida como qualquer outra.
Ficamos à espera de ver as maternidades – agora com um carimbo que lhes atesta a segurança – ficarem cheias de crianças, um autêntico baby-boom socrático que irá ter proporcionadas todas essas garantias e condições.
Que a penalização do meu Filhos sirva para isso, ao menos.
